Esta semana, Diogo Pacheco de Amorim, que é uma espécie de cardeal Richelieu de André Ventura, deu uma entrevista ao Observador onde proclamou, muito próximo da húbris: “Não tenho dúvidas de que o Chega vai substituir o PSD depois destas presidenciais”. Num exercício de determinismo histórico que deixaria Karl Marx orgulhoso, o partido de André Ventura convenceu-se de que mais tarde ou mais cedo, mais dia menos dia, o Chega irá tomar conta de toda a direita portuguesa. Mas se os social-democratas encontrarem um reservatório de talento e descobrirem uma réstia de capacidade de resistência, o Chega poderá entrar na longa lista de partidos que queriam ser o “rato que ruge”, mas falharam.
Author: Miguel Pinheiro
Published at: 2026-01-31 00:22:46
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