A expressão — usada num registo motivacional e sem qualquer referência explícita a política — foi lida por apoiantes do ex-Presidente Jair Bolsonaro como uma mensagem simbólica contra a direita, num país onde a linguagem, os símbolos e até a publicidade passaram a ser permanentemente escrutinados à luz do confronto ideológico, a menos de um ano das eleições presidenciais. A polémica ganhou dimensão depois de Eduardo Bolsonaro, filho do antigo chefe de Estado, ter divulgado um vídeo nas redes sociais a deitar fora um par de Havaianas, acusando a marca de abandonar a neutralidade política. O episódio mostra como marcas associadas à identidade nacional podem tornar-se alvos involuntários da polarização política num país em modo de pré-campanha permanente, onde a disputa ideológica extravasa o espaço institucional e ocupa também o consumo, a cultura popular e a publicidade.
Author: Mariana Adam
Published at: 2025-12-27 12:42:24
Still want to read the full version? Full article