“Tenho tremendo respeito pelo povo da Groenlândia e o povo da Dinamarca”, proclamou, para em seguida lembrar que a Dinamarca resistiu à invasão nazista durante exatamente seis horas (ajudou, claro, que a Alemanha hitlerista não queria estraçalhar o país e via os dinamarqueses como parte da raça superior, não como inferiores que eventualmente deveriam todos ser eliminados, como os povos eslavos, para não falar nos judeus). Transformada numa conferência de cúpula com questões existenciais de curtíssimo prazo envolvidas, a conferência de Davos, em lugar de palestras de milionários e políticos impressionados com tudo de bom que o dinheiro pode produzir, está vivendo momentos transcendentais. Melhor suas reclamações sobre o “pedaço de gelo”, as queixas (fundamentadas) de países que vendiam seus produtos nos Estados Unidos e respondiam com tarifas pesadas no sentido oposto, e até o comentário maldoso sobre os óculos escuros usados onde por Emmanuel Macron – “Qual teria sido o motivo?” – , do que um conflito autodestrutivo e absurdo, implicando na dissolução da aliança atlântica, um dos pilares da ordem mundial.
Author: Vilma Gryzinski
Published at: 2026-01-21 15:19:22
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