Mas nós temos algo também: a capacidade de parar de fingir, de nomear a realidade, de construir força em casa e agir em conjunto.” A frase não é minha. Não por uma única rutura espetacular, mas por uma sucessão de crises que tornaram visível um padrão recorrente: sob verdadeira pressão, a coordenação falha, a responsabilidade dilui-se e a verdade torna-se instável. O que encontrei não foram “boas instituições” à espera de serem escaladas, mas redes informais, híbridas, muitas vezes invisíveis, que mantinham vivo o tecido conectivo mínimo: pessoas que continuavam a falar, negociar, cuidar, mesmo quando o Estado já não funcionava como referência.
Author: Pedro Portela
Published at: 2026-02-01 00:02:44
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