Dois marcos desse período são os estudos da estadunidense Christine Fredericks Mary Pattison, em 1922, que analisou a circulação e a disposição do mobiliário como fatores centrais para a otimização do tempo, e o desenvolvimento da Cozinha de Frankfurt pela arquiteta Margarete Schütte-Lihotzky, na Alemanha em 1926, inspirada nas cozinhas dos navios de guerra alemães. Na Espanha contemporânea, assim como no Brasil, por exemplo, a integração frequente da cozinha com a sala de estar e de jantar responde a modos de vida marcados por forte sociabilidade doméstica e convivência prolongada à mesa, onde o comer e o estar juntos são centrais na cultura familiar e comunitária. O deslocamento implica a perda de laços comunitários e de práticas cotidianas, incluindo o preparo e o compartilhamento de refeições, que são fundamentais para a recuperação de rotinas e de um senso de normalidade.
Author: Camilla Ghisleni
Published at: 2026-02-11 09:00:00
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