Muitos dos que peregrinaram por insumos admitem que se trata de uma compra por precaução: de fato, possuem alimentos em casa, diferente de outras épocas quando a escassez era a principal marca da Venezuela. Na mesma fila estava Diana Gago, uma mulher de cerca de 30 anos, que contou a VEJA que já esperava havia mais de uma hora e ainda não tinha conseguido entrar no supermercado. Mas a inflação, que fez o bolívar virar pó (deve chegar a 270% neste ano), e o avanço da pobreza, que atinge hoje 73% da população, reduziram o poder de compra dos venezuelanos que, se nutrem o hábito de abastecimento, logo se veem obrigados a consumir o que deveria servir como garantia de longo prazo.
Author: Amanda Péchy
Published at: 2026-01-03 20:58:43
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