É o Estado que, na imaginação jihadista, representa a repressão, a tecnologia, a vigilância, e a humilhação de muçulmanos. No Paquistão, onde interesses chineses já são alvo há anos, cresce a pressão para empurrar os talibãs a agir, e cresce a ansiedade de que o Afeganistão volte a ser um exportador de militantes e instabilidade. E há outra pergunta, mais incômoda: quantas vezes é preciso o terror provar que a estabilidade talibã é um teatro, antes de o mundo deixar de fingir que está a assistir a uma transição e começar a admitir que está a assistir a uma ilusão?
Author: Nuno Miguel Lemos
Published at: 2026-02-09 00:11:04
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