O chefe da diplomacia chinesa reagia à "retórica militarista" da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, referindo-se à Guerra Sino-Japonesa entre 1937 e 1945, que causou cerca de 20 milhões de mortos e que terminou com a derrota do Japão Imperial, segundo a agência noticiosa privada espanhola Europa Press. O ministro chinês acusou o Japão de continuar a homenagear militares considerados criminosos de guerra, adiantando que tal parece indicar que "o espectro do militarismo continua a assombrar" o país e se reflete em "ambições persistentes em relação a Taiwan", cuja soberania é reivindicada pela China há décadas. A primeira-ministra japonesa continua a insistir que o Japão "não poderá ignorar" um conflito que surja na região e aponta como um dos seus objetivos reformar a Constituição, pondo fim à era pacifista do país, iniciada logo após a Segunda Guerra Mundial, quando Tóquio renunciou "para sempre" à guerra como "direito soberano" e limitou significativamente a movimentação das suas tropas.
Author: Agência Lusa
Published at: 2026-02-14 15:03:47
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