O decreto determinava a realização de estudos técnicos, etapa estruturante para a transferência de hidrovias para iniciativa privada, que passaria a ser responsável pela manutenção da navegabilidade dos rios, execução de dragagens e gestão do tráfego das embarcações. O Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (CITA) alerta que a privatização dos rios poderia afetar a qualidade da água, a pesca, a soberania alimentar e a integridade da floresta, trazendo riscos aos territórios e modos de vida indígenas. “Não é o governo que passa a boiada, esse não é o governo que passa por cima da floresta, que passa por cima dos povos originários”, afirmou ontem o ministro Guilherme Boulos, ao anunciar a revogação do decreto, após encontro com a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara e lideranças do baixo-tapajós.
Author: Redação
Published at: 2026-02-24 22:05:47
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