Caso Marielle: Tráfico ocupa terra que seria prêmio por morte de Marielle

Caso Marielle: Tráfico ocupa terra que seria prêmio por morte de Marielle


Apesar de já cobrar por serviços de internet em Rocha Miranda em 2018, ano do crime, Lessa afirmou em sua delação que o acordo com a família Brazão na região de Jacarepaguá era mais vantajoso, pois permitiria a ele explorar tudo o que a milícia costuma oferecer: TV a cabo, internet, transporte alternativo, água e outros serviços. Um trecho da colaboração prestada à PF, a promotores do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MPRJ) e à Procuradoria-Geral da República — que participou do acordo porque Chiquinho Brazão exercia mandato parlamentar — detalha o plano: “Então ele (Domingos) deixou bem claro que o loteamento ia seguir, era muito dinheiro envolvido; na época ele falou em cem milhões de reais, e que realmente as contas batem; cem milhões de reais o lucro dos dois loteamentos; são quinhentos lotes de cada lado; é uma coisa grande.” Antes de formalizar o acordo com as autoridades, o colaborador escreveu, em letra de forma, o que pretendia relatar: “Arrolar como testemunhas para confirmar a presença constante e antiga de ao menos quatro personagens em um ambiente em comum: Ronnie, Macalé, Domingos e Chiquinho”.

Author: Agência O Globo


Published at: 2026-02-23 15:22:52

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