Brasileiros que vivem em Minnesota têm percepções heterogêneas sobre perseguição a imigrantes

Brasileiros que vivem em Minnesota têm percepções heterogêneas sobre perseguição a imigrantes


Em novembro de 2025, com o caso Vasquez Perdomo v. Noem, a Suprema Corte americana abriu uma brecha jurídica para que agentes de imigração pudessem considerar raça (neste caso, a cor e a etnia), tipo de emprego e o uso do espanhol na comunicação verbal como justificativas para abordar pessoas, legalizando a discriminação por perfil racial) em intervenções nas ruas e, nos últimos dias, até mesmo nas casas e locais de trabalho das pessoas. Exemplos como os de Jose Roberto Ramirez (ele e sua tia levaram socos de agentes antes de poderem mostrar que eram cidadãos), Mubashir Khalif Hussen (um cidadão detido ilegalmente e liberado só depois de algumas horas) e Garrison Gibson (imigrante liberiano legalizado nos EUA, que teve a porta de sua casa arrombada, foi levado para um presídio no Texas, liberado por falta de provas e preso novamente um dia depois, ao comparecer voluntariamente a um escritório da imigração) mostram que existe um foco grande na população que "se parece" com imigrantes latinos ou africanos. Em um questionário que enviei via grupos de WhatsApp de brasileiros da região (com uma amostra de conveniência de 27 pessoas), quando perguntados sobre como as ações dos agentes de imigração mudaram as suas rotinas, 22% disseram que nada mudou, enquanto que 33% afirmaram que a vida mudou um pouco, e 44% afirmaram terem mudado completamente as suas rotinas por causa do ICE.

Author: The Conversation


Published at: 2026-01-19 11:46:27

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