Até quando vamos admitir o inadmissível?

Até quando vamos admitir o inadmissível?


Até quando vamos admitir que não possamos ir descansados a concertos, a festas, a eventos ou a mercados de Natal, com receio de que um carro «louco» — usando a narrativa dos meios de comunicação social — nos atropele a nós e a toda a nossa família? Como analisou, e bem, o historiador belga David Engels — conhecido por ter escrito um livro em que compara o colapso do Império Romano com o estado actual da União Europeia —, muitos europeus continuam a esperar que os líderes dos nossos Estados resolvam os problemas que as nossas nações enfrentam: a baixa natalidade dos europeus autóctones; a crise do imobiliário; a crise da identidade; a crise económica; a desindustrialização; a lenta agonia da agricultura, causada, em parte, por políticas concebidas por tecnocratas cinzentos nos gabinetes do Parlamento Europeu, em Bruxelas; a crise migratória; o aumento da insegurança (resultante, em parte, da crise migratória); o terrorismo islamista (idem); a crise ecológica; e todo o tipo de pressões e lobbying levados a cabo pelos Irmãos Muçulmanos, que já terão infiltrado instâncias europeias através de ONG pró-islamismo, como foi demonstrado pela investigadora Florence Bergeaud-Blackler. Contudo, a cada dia que passa, a maioria dos cidadãos — sobretudo os mais jovens —, em várias nações ocidentais, começa a aperceber-se de que os nossos governos são incapazes de solucionar as múltiplas problemáticas com que somos confrontados, e muitos começam a duvidar de que este estado de coisas se possa prolongar por muito mais tempo.

Author: Jérémy Silvares Jerónimo


Published at: 2025-12-24 00:14:03

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