As ordens do mundo na História

As ordens do mundo na História


E para pensar ou discorrer sobre estas formas de governo, ora recorriam a alegorias e utopias, como More, ora aos mais convencionais “espelhos” para educação dos príncipes, como o Institutio principis christianus, de Erasmo, um manual de bons princípios para o “príncipe cristão”, que devia ser um imitador de Cristo, educando os súbditos pelo exemplo e mostrando-se disposto a carregar a sua cruz. Num tempo em que o comentário político se fazia entre pensadores e a discussão era de facto substancial, estes três grandes pensadores políticos – o católico utópico, o cristão humanista e o patriota realista – olhavam com curiosidade, inteligência e abertura de espírito a nova ordem da Modernidade. A seguir ao cesarismo efémero de Cromwell, a Revolução Inglesa terminava na Glorious Revolution de 1688, isto é, na oligarquia liberal; em França, consolidava-se o despotismo iluminado do Luís XIV; na Áustria, era o tempo da monarquia católica dos Habsburgo; a Prússia preparava-se, através da formação militarista, para ser o Estado que iria unificar a Alemanha; e na Rússia, Pedro, o Grande, com o modo brutal de outros dirigentes da grande estepe europeia que se lhe seguiriam, modernizava o Estado.

Author: Jaime Nogueira Pinto


Published at: 2026-01-17 00:18:30

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