A resposta, alargar as nossas relações comerciais preferenciais, não é fácil porque poucas geografias terão a relevância para as nossas exportações que os EUA têm, e não é fácil porque a cada Mercosul haverá um agricultor que se levanta e um decisor político que recua. A relação com os Estados Unidos e a ameaça russa têm feito a China quase desaparecer do radar do cálculo político europeu na discussão pública, mas a verdade é que há alguns anos que Pequim é suposto ser o nosso principal competidor económico. Que Europa queremos, que relação transatlântica procuramos, como integramos a China nesta equação, como vivemos com menos fundos europeus, como aprendemos a tirar maior partido do financiamento europeu da competitividade (que se vai reforçar), como explicam aos portugueses as virtudes do comércio internacional, que caminho fazemos na reorganização da construção europeia?
Author: Henrique Burnay
Published at: 2026-02-10 07:29:34
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