O que se sabe até agora é que o próprio aiatolá, ciente de que um ataque poderia ocorrer a qualquer momento, havia preparado um minucioso plano de emergência para garantir a continuidade do sistema caso fosse assassinado ou sequestrado, assim como ocorreu com o venezuelano Nicolás Maduro. Durante o conflito do ano passado, a liderança político-militar iraniana, sob as ordens de Khamenei, conseguiu manter a cadeia de comando mesmo quando o guia supremo foi isolado em um abrigo secreto por razões de segurança, e o uso da internet e de outros meios de comunicação foi drasticamente reduzido. Em um artigo publicado nesta semana na revista Foreign Affairs, Nate Swanson, analista que passou quase 20 anos no Departamento de Estado lidando com o Irã, escreveu que, "independentemente de quão enfraquecido o Irã esteja ou de quanta força os EUA empreguem", Khamenei jamais aceitaria negociar o fim da República Islâmica, porque "preferiria morrer como mártir".
Author: Ansa
Published at: 2026-02-28 23:41:17
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