As autoridades iranianas também determinaram o fechamento parcial do estreito de Ormuz, garantindo a circulação apenas aos navios com destino a países aliados.Em entrevista à Sputnik Brasil, analistas afirmam que as incertezas causadas pelas tensões no Oriente Médio aumentaram a urgência na China por fontes energéticas seguras e estáveis, como a família de gasodutos Power of Siberia.Marcos Cordeiro Pires, professor de economia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT/INEU), explica que crises energéticas como esta tendem a gerar mudanças profundas.Pires destaca que o gasoduto também é importante para a Rússia, que enfrenta embargos econômicos na Europa Ocidental, que anteriormente era uma importante cliente do gás de Moscou. Para o professor, o Power of Siberia 2 apresenta uma "nova redefinição da geopolítica energética".Bernardo Salgado Rodrigues, professor adjunto do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IRID/UFRJ), afirma que atualmente há uma "geopolítica dos gasodutos" que tem transformado essas infraestruturas energéticas em instrumentos de poder.Para Rodrigues, a construção do Power of Siberia 2 possui três fatores principais na modificação do mapa energético global:A China é só o começo?A construção do Power Siberia 2, como qualquer obra dessa magnitude, será repleta de desafios. Além dos milhares de quilômetros de tubulação que passarão por três países, serão montadas estações de bombeamento e estruturas para a compressão do gás, possibilitando a viagem da Rússia até a China.Para Pires, esse projeto de Moscou e Pequim pode representar o início de algo maior, como a interligação de gasodutos para outros países da Eurásia.
Author: Lucas Ferreira
Published at: 2026-04-01 21:30:00
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