Análises de indicadores biológicos detectaram resíduos de glifosato, piretróides e organoclorados na urina e no sangue de trabalhadores rurais e moradores urbanos, enquanto a análise da água de chuva comprovou a dispersão atmosférica e a deposição úmida de diversos princípios ativos, criando um espectro de exposição ambiental amplificada para toda a população. O avanço do agronegócio também está associado a produção de ambientes mais favoráveis a vetores de arboviroses, como a dengue, zika, chikungunya, em função das mudanças no uso do solo e da alteração de regimes hidrológicos locais, que podem modificar microclimas e criar condições mais quentes e úmidas, ideais para a reprodução e sobrevivência do vetor. Por tudo isso, vem muito bem a calhar a realização do 3º Simpósio Brasileiro de Saúde e Ambiente, organizado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva em parceria com diversos movimentos sociais (MST, MAM, MAB, MPA, Campanha Nacional Permanente contra os Agrotóxicos, dentre outros), com o título “A luta da Saúde Coletiva frente ao colapso ecológico: soberania, justiça e conhecimento para a transformação”, a ser realizado justamente na Universidade Federal de Mato Grosso, em Cuiabá, entre os dias 27 e 29 de maio de 2026.
Author: Redação
Published at: 2026-02-14 13:07:38
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