Ágeis e letais: analista revela revolução dos microdrones no setor de defesa e na soberania nacional

Ágeis e letais: analista revela revolução dos microdrones no setor de defesa e na soberania nacional


Na visão de Modolo, esse tipo de drone também democratiza o acesso de forças menores, com menos recursos, à capacidade de atacar estruturas de grandes potências.Já para Ricardo Cabral, analista internacional, editor do canal História Militar em Debate e coautor do livro "Guerra na Ucrânia: análises e perspectivas – O conflito militar que está mudando a geopolítica mundial", a consolidação dos microdrones no front dependerá sobretudo do desempenho e da qualidade dos equipamentos disponíveis à infantaria.Em termos de estratégia, Cabral observa que o dispositivo deveria estar integrado ao capacete do soldado, com um visor que lhe permitisse acompanhar em tempo real o que o microdrone capta no campo de batalha. Nesse cenário, ele acredita que o desenvolvimento de veículos não tripulados representa uma evolução tática significativa.Evolução da guerra eletrônicaA produção e o uso de microdrones refletem que a guerra eletrônica ganhou novos contornos com o aprimoramento de tecnologias militares, de espionagem e até de sabotagem contra infraestruturas estratégicas.Na opinião do professor, o acesso a esses microdrones possibilita a modernização da infantaria. O consórcio russo Vysokotochnye Kompleksy (Sistemas de Alta Precisão), vinculado à Rostec, desenvolveu um radar de vigilância aérea montado em picapes e outros veículos automotivos.De acordo com Bekkhan Ozdoev, diretor industrial do conglomerado de armamentos, munições e produtos químicos especiais da corporação, o radar já está em operação na zona de conflito.O diretor ressaltou ainda que a instalação se caracteriza pela mobilidade, podendo operar tanto a partir de posições improvisadas quanto em deslocamento, com paradas rápidas, o que amplia consideravelmente sua capacidade de resistência em ambientes de combate.Além disso, o radar dispõe de modo de contrabateria, permitindo a detecção de granadas e projéteis e o fornecimento de coordenadas precisas para os sistemas de ataque.Conforme observa o professor, o desenvolvimento de sistemas antiaéreos já era uma realidade com o uso de descargas eletromagnéticas e interferência eletrônica.

Author: Rennan Rebello


Published at: 2026-02-10 09:16:11

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