A submissão da direita e a hegemonia cultural da esquerda

A submissão da direita e a hegemonia cultural da esquerda


Assim, de cada vez que a direita francesa tentava unir-se, a esquerda gritava que a direita democrática estava a brincar com o fogo ao aliar-se aos “filhos dos fascistas e dos SS”, silenciando, pelo caminho, o facto de que, se de facto houve antigos membros da Waffen-SS, nomeadamente da 33.ª Panzer Division Waffen SS Charlemagne, entre os fundadores da Frente Nacional, existiam em maior número antigos resistentes e que, por outro lado, o PS francês foi um dos partidos com mais colaboradores de entre todos os partidos franceses – aconselho o documentário francês (com legendas em inglês) “Quando a esquerda colaborava”. Logo que a esquerda se sente ameaçada e vê o poder escapar-lhe devido a uma possível coligação entre a direita moderada e a direita radical, o circo antifascista é accionado e ouvem-se as mesmas lamentações: “o fascismo não morreu, está a voltar”; “o nazismo voltou da cova”; “já estamos a ouvir o barulho das botas”; “as horas mais sombrias da nossa História estão a voltar”; “a democracia está ameaçada”; “o extremismo vai acabar com as nossas liberdades”; etc. Ou, como bem afirma o intelectual e teólogo Rémi Brague no seu livro La Profondeur du Présent, a direita, involuntariamente, submeteu-se a certos ideais morais de matriz marxista ao negligenciar a cultura e a educação, entregando-as aos intelectuais de esquerda, orientando os seus filhos para escolas de comércio e deixando as ciências sociais e a cultura sob a hegemonia total da esquerda mais radical.

Author: Jérémy Silvares Jerónimo


Published at: 2026-02-01 00:13:11

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